quinta-feira, 27 de junho de 2013

René Descartes - Um atalho à árvore da Morte

René Descartes

As raízes do moderno movimento ateísta captam suas seivas em um terreno arado e fertilizado por dois grandes filósofos René Descartes e Immanuel Kant, mas que professavam sua crença em Deus. Portanto, não eram ateus, mas teístas.
Até Descartes os filósofos tinham interesse, e discorriam sobre a natureza e seu Criador, Deus, sendo que o ser humano vinha a seguir, numa demonstração de que o homem não tinha prevalência sobre a divindade. Em Descartes essa ordem foi intencionalmente mudada, isto é, Deus deixou o centro da discussão (forçosamente) e ali foi estabelecido o Homem, ou seja, de teocêntrica a filosofia tornou-se antropocêntrica. Agora a "deusa razão" humana passa a dominar os pensadores, as artes, a política, etc.
Descartes propõe, portanto, que tudo o que até ali fora dito, argumentado, discutido deveria ser abandonado, e assim, deveria se partir do "zero", pois a influência das escolas filosóficas centradas na religião não foi um bom condutor das ideias, dos pensamentos filosóficos.
Ao propor "partir do zero", Descartes, evidentemente está incluindo nisto a Bíblia e tudo o que a ela está relacionado, portanto, até o próprio Deus, seu amor, sua Revelação. Agora o homem está "jogado" aqui por sua própria conta e risco e deve construir seu próprio caminho. Isto, evidentemente abriu espaço para o Deísmo que logo viria a ser sugestionado.
Em Descartes o Homem passou a ocupar o centro do racionalismo.
Desse triste episódio da humanidade o que poderíamos esperar que surgiria com grande impacto? O Ateísmo e os males resultantes do mesmo. Frigidez espiritual, apostasia, imoralidade, endurecimento cervical, assassinatos planejados, inteligência associada ao crime, ampliação da corruptibilidade humana, inescrupulosidade humana, e o domínio da razão sobre a fé, muito embora, seja uma razão com pouca razão.
A filosofia a partir de Descartes toma um rumo nada bom, ou melhor, muito mau, pois o coração humano já distante de Deus, agora tem um apoiador, uma bengala de apoio, para deixá-lo em um plano de desprezo.
Adão vira as costas para seu Criador.
O Homem continua a comer do Fruto da Árvore da Morte. Descartes abriu um atalho à Árvore da Morte.
Existem caminhos que aos olhos do homem parecem ser bons, mas o fim deles é a morte. Precisamos, urgentemente, colocar uma placa indicativa de "Cuidado à frente há um Abismo".
A continuidade desse assunto filosófico é o brilhante Immanuel Kant, que aprimorou o discurso de Descartes e levou a filosofia (a meu ver) à mais terrível escuridão. Usei o termo brilhante devido à sua inteligência, mas escuridão não pode jamais brilhar.