sexta-feira, 28 de junho de 2013

II - Marxismo e Cristianismo: Conciliação?

Conciliação entre Cristianismo e Marxismo

O catolicismo romano influenciou muito os destinos da ciência moderna, pois foi intolerante com cientistas que desafiavam os dogmas da igreja como no caso de Giordano Bruno, que foi ordenado sacerdote católico, mas abandonou depois de ser considerado herege. Defendeu o heliocentrismo, e inclusive relativizou a interpretação da Bíblia. Isto forçou os cientistas a divorciarem-se da religião. (Não estou dizendo que a Igreja Católica não contribuiu com o avanço científico, pois isso seria uma mentira).

Depois do maçom Darwin desacreditar do Criacionismo trazendo ao cenário científico a Teoria Evolucionista, juntamente com o Racionalismo Filosófico que iniciou-se com René Descartes, depois Immanuel Kant, passando pelo empirismo de John Locke e David Hume, chegamos ao Deísmo, (que admite a existência de Deus, mas muito distante e alheio à humanidade), após isto a porta para o Ateísmo estava aberta com Arthur Schopenhauer a se declarar não um deísta, mas um ateísta convicto. Essa porta se escancarou e muitos filósofos entraram por ela.

O Ateísmo deixa o coração humano acessível à revolta e ao ódio contra Deus, mas pior do que isso, fez com que homens como Karl Marx e Friedrich Engels e posteriores se dedicassem a Implantar um estado Ateu, um estado materialista e aversivo a Deus. Nasce a política socialista, com uma falsa preocupação humanitária proletária. Assim o Marxismo, como resultado da repulsa a Deus e a tudo quanto a Ele se refira, ganha forma e força. E em nome dessa filosofia matou-se mais gente do que em todo os sistemas políticos até então.

Depois destes filósofos vieram aqueles que se encantaram com o marxismo e se dedicaram a estudá-lo e aplicá-lo ao mundo ocidental, como a escola de Frankfurt. Porém, isto não pararia aí, homens amantes do marxismo, mas com respeito à Deus, tentaram fazer um caminho inverso e amoldar o marxismo ao teísmo, mas isto não poderia dar certo, pois a fonte de água salobre não pode produzir água potável. Surgiram homens como Heidegger e Rudolf Bultimann que tentaram trazer as teorias marxistas à teologia. Disso surgiram muitas heresias com cara de humanismo, mas mais parecidas com o gnosticismo do início do cristianismo, ou seja, "o mundo está errado, e os teólogos liberais sabem como concertá-lo", porém, nós cristãos sabemos que o mundo está errado, mas ele está errado porque nós somos pecadores, então, a mudança tem que acontecer primeiramente em nós.

A teologia liberal é um gnosticismo cristão e muitos teólogos tem entrado por essa porta, que é um misto de marxismo e cristianismo humanista e imanentista.

Deixo aqui minha total reprovação à essa cambada de homens sem Deus, embora se achem homens de Deus.

Apenas acenei com esta denuncia, mas esse assunto é muito complexo e por demais longo. Envolve Filosofia, Teologia e História. Mas, vale muito a pena estudar esse assunto.