quarta-feira, 28 de agosto de 2013

A Verdade





Jesus: "Eu sou a Verdade" João14.6

A Filosofia Contemporânea afastou-se de Deus. Esse impropério teve início com um sacerdote católico, escocês, chamado João Duns Escoto (1266 - 1308) que colocou duas limitações à Metafísica:

1ª - Deus, enquanto Deus, ou Deus em si mesmo, não pode ser alcançado por estudos Metafísicos. Ninguém consegue estudar Deus em si, mas apenas aspectos desse Deus podem ser estudados, como seu Amor, sua Misericórdia, seu Caráter, sua Palavra, etc.

2ª - Não podemos Conhecer diretamente substâncias imateriais como Deus ou os Anjos. Só podemos conhecer diretamente substâncias que sensibilizam nossos cinco sentidos. Logo, Deus não sensibiliza nossos cinco sentidos, então, não podemos conhecê-lo.

Nasce aqui o empirismo, o experiencial. Duns Escoto dá abertura para o Empirismo.

O contemporâneo de Escoto, Guilherme de Ockan, vai mais longe na questão Metafísica. "Não devemos multiplicar os entes se não for necessário" é a frase de Ockham que resume o que mais tarde ficou conhecida como sendo A Navalha de Ockham, nos dias de hoje seria o ditado popular: "Por que complicar se podemos facilitar". Como cada indivíduo é único, única também é a sua capacidade intelectual, não existe um universal para o conhecimento. O conhecimento baseia-se no mundo empírico e individual. A Navalha de Ockham exclui do conhecimento possível o conhecimento metafísico. Somente podemos conhecer o que podemos experimentar. A Metafísica, o mundo espiritual não é experiencial, logo, cada um tem sua crença. A verdade é a verdade de cada um. Nasce o conceito de Relativismo.

Bem mais tarde, depois de Charles Darwin, com seu Evolucionismo, o Empirismo se solidifica em John Lock e David Hume. Isso dá um impulso ao Ceticismo. Observe que se não há Criador, mas uma evolução, e só é possível se Conhecer o que é empírico, experiencial, logo, não é possível se Conhecer Deus.

Bem, porque de tudo isso? Evidentemente a Verdade, empiricamente falando, cai no Relativismo, pois cada um tem a sua verdade, e o que é verdade para um, não o é verdade para outro. Como é possível se comprovar a Verdade Metafísica?

João 8:32 e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. Então, não é possível conhecer essa verdade, e, portanto, não é possível ser liberto por meio da verdade.

Relativizar a Verdade é fazer de Jesus uma das verdades individuais entre muitas. Isso dá apoio ao Ecumenismo, à Teologia da Libertação.

Se não há verdade absoluta, então, Jesus não é absoluto no quesito Verdade.

A relativização da Verdade, faz da pregação do Evangelho da Verdade uma falácia. Pois a verdade pode ser encontrada em todas as religiões. Alias, nem é preciso buscar a Verdade, pois não será possível encontrá-la, e mesmo que alguém a encontre, encontrará uma verdade relativa.

João 8:44 Vós tendes por pai ao diabo e quereis satisfazer os desejos de vosso pai; ele foi homicida desde o princípio e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele; quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira. Logo, o Relativismo é algo nascido no coração do Diabo.

Se tudo é Relativo, então, o próprio Relativismo é relativo, logo, não é uma verdade.

Crer em Jesus, faz muito sentido

Jesus: Morreu, Desceu ao Hades, Ressuscitou e Ascendeu ao Céu!

Quem morreu na Cruz: Deus ou o Homem Jesus?

Deus não poderia ser, pois Deus é eterno. 

O Texto Bíblico Mt.27.46 - diz que O Pai desamparou Jesus no momento da crucificação. Portanto, naquela hora, em que Jesus recebe os pecados de toda humanidade sobre si (se faz pecador, sem nunca ter pecado), ali era só o homem Jesus, pois Deus jamais poderia pecar ou receber pecados. 

Esse mesmo Deus, que vira as costas para seu Único Filho, não poderia deixá-lo no Hades (lugar dos mortos pecadores), pois Jesus obedeceu até o fim, logo, Deus O Ressuscita. 

Qual a implicação disto? Isso implica que se Um pecador Ressuscitou, então, todos os pecadores tem o direito à Ressurreição. Mas, há uma condicional, para Ressuscitar é preciso ser filho de Deus. 

Para ser um filho de Deus só há um Caminho, crer em Jesus, na sua morte e na sua Ressurreição.

Deus amou as pessoas deste mundo de tal maneira que deu seu Filho Unigênito (Único até então), para que todos aqueles que, em Jesus, crerem, tenham a Vida Eterna. João 3.16

Jesus agora é o Primogênito Filho de Deus.

Como filhos de Deus, o que falta aos mortos em Cristo? Ressurreição.

Como filhos de Deus, o que falta aos que estão vivos em Cristo? Batismo na morte de Cristo e Ascensão.

"Porque Ele vive posso crer no amanhã, porque Ele vive temor não há"

Para quem estiver vivo até o arrebatamento, não falta o sofrimento da Tribulação, mas tão somente ser batizado e ascender ao Céu.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Love Story

Love Story
Uma frase memorizada por muitos casais ou namorados românticos ao assistirem o filme Love Story, foi: " Amar é jamais ter que pedir perdão". Mas, será?
Jesus nos diz que amar também é um pedir perdão, pois se amamos a Deus e erramos, corremos aos seus pés pedindo perdão. João em sua primeira Carta (1:16-21) nos diz que o perfeito amor é confiante e sem temor e esse amor é uma reciprocidade triangular, amo meu irmão e amo Deus e assim recebo amor de ambos.
O apóstolo Pedro se deparou com Simão o mágico, que ofereceu-lhe dinheiro para receber o poder do Espírito Santo. Imediatamente Pedro o repreendeu e disse a ele que se arrependesse, e orasse a Deus pedindo perdão para o erro que cometera. Mas, um coração sem amor, além de não reconhecer o erro, sua arrogância não o permitirá arrepender-se e muito menos pedir perdão.
Pedir perdão é um ato de amor. Jamais ter que pedir perdão é algo que só Deus pode fazer, pois Deus nunca erra.
Talvez o pecado de Lúcifer tenha sido exatamente esse "não arrependimento" e "não pedir perdão", pois perfeito ele era em seus caminhos desde o dia em que foi criado, até que se achou iniquidade nele Ez.28.15.
Ame seu irmão, seu pai, seu vizinho, seu tio, sua mãe, sua avó e quando errar peça perdão, pois isso agrada o coração de Deus que terá alegria em perdoar-te também.
Quem ama perdoa. Quem perdoa ama.
Love Story foi um belo filme de romance, mas a frase "Amar é jamais ter que pedir perdão" deu ênfase ao amor ágape de Deus, pois Ele ama e nunca necessitará pedir perdão. Nosso amar deveria ser tão sublime assim, mas ninguém pode, neste mundo, ter amor nesse nível, pois Deus não pode dar a virtude do amor em grau absoluto. Amo minha esposa de todo meu coração, mas todo meu coração é pequeno e limitado. Mas com certeza a amo.
O amor é uma Virtude e como tal é finita, limitada a muitos fatores humanos e materiais. Só um ser viveu neste planeta e teve o amor em grau absoluto: Jesus.
Concluindo, apenas Jesus foi e é o Verdadeiro Love Story.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Células Embrionárias




Ética

A Ciência fez grandes avanços nestes dois últimos séculos no campo astronômico, espacial, medicinal, na microtecnologia e nanotecnologia, bélico, microbiológico, enfim, em todos os campos científicos. Porém, alguns desses importantes avanços, esbarram no campo ético, como o caso da soberba étnica hitleriana em que os arianos, de acordo com essa visão, seriam uma raça superior. Logo, in vitro, seria possível fazer uma seleção nada natural de bebês geneticamente "perfeitos". Assim como a ideia de clonar seres humanos, também poderá parecer mais identificada com essa mentalidade relativa à raça ariana do que de qualquer aplicação responsável do progresso científico. 

A Ética é a ciência que estuda e oferece princípios do que é bom e promove o bem, dá pareceres sobre aquilo que se considera certo ou errado, e não podemos confundir com a Moral que envolve mais o aspecto vivencial, do dia a dia e é o parecer da maioria. A Ética busca o entendimento do que é certo ou errado independentemente de Religião, enquanto que a Moral tem fortes vínculos com a religiosidade. A Moral instrumentaliza a formulação e a execução de Leis no interesse da maioria. Nem tudo o que é Moral é Ético e vice-versa; como a escravidão, que há um bom tempo atrás, era considerada algo Moral, porém, será que era Ético? Um homem submeter outro homem a servi-lo sem oferecer-lhe um salário digno e liberdade de escolhas, e nem mesmo descanso regular, nada mais é do que um autoritarismo involuntário, uma escravidão. Talvez a Ditadura seja uma forma de escravidão em massa.

A Ética de Jesus é o modo como devemos viver a vida e a reinterpretação da Lei Mosaica, na famosa frase de Cristo: "Eu porém vos digo".

A pesquisa científica embrionária encontra um grande obstáculo no cenário religioso, mas atualmente já houve avanço nessa área, onde descobriu-se um modo de desenvolver células-tronco sem a necessidade de tirar a vida de um ser informe com 32 ou 64 células, até mesmo de dente já foi possível desenvolver essas células-tronco.

Deus é o Criador da Vida, e o próprio Senhor Jesus disse que é a Vida, portanto, toda tentativa que se faz para tirar ou agredir uma vida depõe frontalmente contra Jesus. Tirar vida é agredir a Vida que é Jesus. Os homens argumentam que salvarão vidas estudando as grandes possibilidades do aproveitamento embrionário, mas se isto envolve tirar vidas, então, nosso posicionamento não deve ser o que eu acho, mas o que eu creio.

Hoje pode até ser visto como Moralmente aceitável se tirar uma vida, pois a sociedade está sendo conduzida como animal encabrestado que costumo chamar de "massa imbecil teleguiada", mas isto não faz do fato algo Ético. O Errado sempre será Errado, independentemente da linguagem filosófica a adorná-lo. Moral é algo aceito pela maioria, logo, pode não ser Ético.

Sempre que uma situação se apresente a mim como duvidosa, busco saber a quem ofende, a que se presta, e principalmente o que é menos mal.

Minha apreciação sobre o assunto, proposto por minha amiga Sonia Sanches, não tem caráter científico, pois não é minha área de formação, mas é algo em que medito a respeito.

Ô Trem Bão!




Tempo. Tempo que leva o meu tempo.

Paulo diz em sua primeira epístola aos Coríntios 13:11 "Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino". 

Na verdade isso é bem profundo, pois o que é o tempo? O tempo é um agora que se desloca. Sendo assim, então, só trago comigo as memórias daquilo que vivi e o fato que vivi, se alguém viveu junto comigo aquele fato, logo, são duas memórias a guardar tal fato. Por esse motivo sempre é bom viver no mínimo em dois, como diz o rei Salomão em Ec.4:9 "Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho". 

Algumas vezes fico imaginando aquelas famílias enormes com meia dúzia de filhos, a alegria e os conflitos imediatos de primeiro grau. Quanta história, quantos fatos vividos, quanta memória!

Se vivêssemos como Matusalém, será que sobraria alguma coisa de nós? Somos o que de nós sobrou na memória, nos sonhos, nas realizações, e principalmente no presente, alguns mais pretensiosos guardam esses fatos em livros autobiográficos, querendo dizer a todos "vejam quem fui eu". São conhecidos como imortais!?.

O Agora é o Presente. Que tem uma duração tão curta que ao acabar de escrever isto, já foi.

Diz o sábio e envelhecido rei em Eclesiastes 3:1 "Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu: há tempo de nascer e tempo de morrer..."

O tempo existe de fato? Não! O que existe são pessoas vivas, viventes, que de repente param no "Agora" que se foi. Como uma foto de um velho amigo, de um pai, uma mãe que partiu numa viagem que ainda desconhecemos. O "agora", algumas vezes, é tão importante que não podemos deixá-lo passar sem registrar. Mas, a grande verdade é que já foi.

O que é a foto? A foto nada mais é do que o registro de um "agora" que valeu a pena ser vivido. A Foto registrou aquele "agora" que já não é. Existem milhões de fotos registradas em nossas memórias de muitos "agoras" que passaram. Mas, o que será de nossas fotos registradas com tanto carinho, em álbuns, pen drivers, ou e-pastas, daqui a cem anos? Quem se importará com fotos de pessoas que nem conheceram? Uma vida, toda vivida de momentos, ou seja, de "agoras", mas que parece ser pueril, sem grande valia. Como dizem: "Quem se importa?"


Isso me lembra um post do meu amigo, pr. Marco Aurélio, de um Trem que já está em movimento quando nele entramos. Ali conhecemos muitas pessoas que já estavam naquele vagão e outras que subiram no vagão em outra estação depois da nossa. Interessante é que algumas dessas pessoas ficarão conosco, outras nos abandonarão e até mudarão de vagão. Algumas delas nos alegrarão, outras nos entristecerão. A comoção, gerada em nosso íntimo, será nossa companheira, em virtude daquelas que deixarão o trem e não veremos mais. Deixarão saudades nos nossos corações. Mas, na mesma estação, outras pessoas subirão para conosco continuar a viagem, até que chega a nossa estação, é certo que temos passagem que nos permite ir só até ali, e, então, teremos que descer, sem que haja tempo para dizer adeus.

Mas, cá pra nois - "Ô trem bão sô!"

Eleição ou Nomeação

Vades e deis Frutos


"Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vo-lo conceda." João 15.16

Muitos cristãos Reformados creem que esse versículo fala sobre a predestinação, dizendo que não fomos nós que nos decidimos por Cristo, mas Ele decidiu nos escolher. Portanto, o primeiro passo no processo de salvação é de Deus. Somos tão depravados que não temos a menor condição de buscarmos a Deus e assim alcançar a salvação.

Comete-se um erro crasso de interpretação do texto acima citado sob essa ótica reformada, pois numa análise mais apurada podemos ver a intenção do autor sob inspiração divina:

Análise - Jesus diz que não fomos nós que o escolhemos. Se, porém, fomos escolhidos, fomos escolhidos com que finalidade? A salvação? Não!

O texto fala do porquê dessa escolha: é uma nomeação. Portanto, sendo nomeação, fomos colocados numa lista com um propósito que é de DAR FRUTOS a Deus, pois esse fruto não é finito, mas fruto eterno.

Por dar frutos ao Pai, Ele nos dará tudo quanto a Ele pedirmos , mas não como uma retribuição, mas para darmos ainda mais frutos. Portanto, não se trata nem de Justiça Retributiva, nem de Predestinação, mas de Frutificação Perene.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Onipotência Divina



Deus tem poder para criar uma pedra que não consiga levantar?

Paradoxo do grego - para = contra e - doxo = crença, opinião, portanto, significa uma posição contrária, uma crença contrária.

Esse paradoxo proposto por ateus e agnósticos de que isso inviabiliza a existência de um Deus, não passa de uma falácia. Analisando as premissas, veremos facilmente sua inconsistência.

Existe paradoxo somente no aspecto de realização mas nunca no aspecto de capacidade. Há paradoxo sim em Deus criar uma pedra que Ele não possa levantar ou criar uma terceira margem num rio, porém não existe paradoxo em Deus possuir a capacidade para realizar tais coisas.

A capacidade Divina não implica na ação, potencialidade não implica em execução. Alguém pode ter a capacidade para gerar filhos, mas isto não significa que ele terá filhos, tenho a capacidade para pular de um big-jump, mas não significa que pularei de cima de uma ponte com um elástico preso nos pés.

Deus não é um Ser ilógico, pois se criasse uma pedra tão imensa e impossível de ser erguida Ele estaria sendo ilógico e demonstrando sua limitação, logo não seria Deus.

Além do que fora do planeta Terra não há gravidade, então, seria necessário, criar um planeta tão gigantesco, tão imenso que pudesse caber essa tal pedra, e assim ter uma gravidade que exercesse essa força gravitacional puxando-a para baixo e o Deus Onipotente tentando segurá-la. Veja o absurdo, a incoerência de tal pensamento.

Por último, seria ainda necessário que Deus vivesse no mundo material, na tridimensionalidade humana para caber dentro dessas premissas. Deus é espírito e os humanos são ser físicos, materiais, com compreensão limitada aos seus míseros conhecimentos adquiridos durante sua tão pequena existência.

Premissas

1 - Deus tem poder?
2 - Se tem, então, Ele pode criar qualquer coisa.
3 - Se Ele pode criar qualquer coisa, então, Ele pode criar uma pedra tão pesada que Ele não pode carregar?

Onde está o erro?

O erro está na premissa 2, pois Deus não pode criar qualquer coisa, mesmo que seja tão idiota como a proposta. Exemplo: Deus não pode criar outro Deus igual a Ele, e se o fizesse Ele se tornaria limitado, pois poderia ser contado, logo, seria Finito. O infinito não pode ser dividido e muito menos contado.

Não existe contradição entre Onipotência Divina e outros Atributos Divinos pois a ação contraditória é suprimida pela Lógica sem violar a Onipotência.

Além disso essa premissa despreza uma lei da física sobre a gravidade, pois essa só existe em astros e estrelas espaciais, mas não existe fora deles. No vácuo não existe gravidade! Logo, onde se colocaria uma pedra tão grande assim? Em uma estrela fenomenalmente imensa? Mas, esta também é criação de Deus!

Não é possível estuprar a Lógica para favorecer uma ideia humana, limitada e defeituosa. Só mesmo a cabeça de um neo-ateu para imaginar tal coisa absurda! Se um neo-ateu quer imaginar algo tão grande, imagine Deus!

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Alma




Alma

O que é? Como surgiu? É Finita, Imortal ou Eterna? Para onde irá após a morte?

A Alma é a parte imaterial do ser humano, assim como dos animais. Alma do latin "Anima" ou "Animus", normalmente traduzidos por Alma ou Mente. No grego Psychē e no hebraico nefesh.
Então, formou o Senhor Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser nêfesh vivente.  Gn.2.7
Observe que a Alma só passou a existir depois que o Fôlego de Vida foi soprado nas narinas de Adão. Portanto, primeiro foi esculpido o Corpo com o Barro, depois foi dado o sopro divino como agente motor, como energia, e por fim o contato do espírito humano (fôlego) com o barro gerou um mine Big-Bang, e a Alma passou a Viver. Logo, a Alma é uma resultante, uma consequência, do toque do espiritual com o material. Analogicamente, podemos dizer que o Fogo é uma resultante do contato do Comburente com o Combustível, assim é a Alma, uma resultante da Matéria (Barro) em contato com o Espírito Humano. 


Alma, então, surgiu desse encontro, mas a pergunta persiste: O que é Alma? Alma é aquilo que somos, ou melhor, que aprendemos a ser durante nossa vida toda. Por isso muitos chamam Alma de Mente, também pode ser nominada assim, mas não pode ser confundida com Cérebro, o local onde são processadas nossas escolhas, nossas atitudes, conhecimentos, pensamentos, memórias, etc. 
A Alma humana abriga todas as informações e experiências vividas, portanto, traz em si as memórias de uma vida. Mas três são as áreas que a compreendem, que a ocupam, que são: Emoções, Vontade e Razão, além é claro da própria Memória. Alma é, portanto, a existência além da matéria, além do corpo e dos cinco sentidos. Não pode ser vista. Embora não possa ser vista, ela pode sentir, pois é como o sonho daquele que inerte sobre a cama, é capaz de sentir no sonho a dor de uma queimadura, mas como isso é possível se o corpo está inerte sobre a cama. Então, podemos concluir que as sensações experienciadas em vida de alguma forma passa à nossa Alma, e por isso conseguimos sonhar e sentir no sonho a dor, ou o prazer, ou a alegria, etc. Porém, a Alma por ser abstrata, imaterial, ainda é pouco conhecida e de difícil definição, pois são muitos os entendimentos divergentes a esse respeito.


A diferenciação entre a Alma e o Espírito Humano pode ser entendido da seguinte forma: Se a pessoa fosse cego, surdo, mudo, sem olfato e sem sensibilidade tátil, ainda estaria vivo dentro de si mesmo. Mas que parte de você ainda estaria viva? Isso é o espírito humano. O Espírito Humano é você sem nenhuma experiência vivida. A vivência, é que se chama Alma vivente, com potencial para assimilar aquilo que nossos cinco sentidos nos oferecer durante a vida. Além, evidentemente, dos quatros sentidos internos que são: Senso Comum, Imaginativa, Memória e Cogitativa.

Minha Alma engrandece ao Senhor, meu Espírito se alegra em Deus meu Salvador. Por que meu Espírito se alegra em Deus, então, minha Alma O engrandece.

O escritor do Livro de Hebreus diz que a Espada do Espírito é uma espada afiada de dois gumes, e é capaz de dividir a Alma do Espírito, isto significa que a Alma está tão intimamente ligada ao Espírito Humano e nele se originou que o juízo mediado pela Palavra de Deus trará como consequência a separação entre esses dois irmãos siameses. O Espírito volta para Deus que o deu e a Alma para o destino a ela sentenciado.

A Alma é Infinita e isso a diferencia do Espírito que é Eterno, pois o Espírito soprado por Deus ao homem voltará para Deus, pois assim é com tudo o que existe, o que é da Terra busca a Terra como repouso, o que é da Água, busca a Água como repouso, o que é do Ar, busca o Ar como repouso e o que é do Fogo, busca o Fogo como repouso. Assim, o Fôlego de Deus, o Espírito Humano busca o Espírito de Deus como repouso. O que é divino volta ao divino. Ec.12.7. Infinito, porque, não existia, mas no momento da união do Corpo com o Fôlego Divino, passou a existir. Eterno, é o Espírito Humano, pois sempre existiu em Deus e sempre existirá.


Aquele que rejeita a Salvação da Alma efetuada por Jesus Cristo, não alcançará vida Eterna, pois a Morte Eterna é consequência dessa rejeição.

Morte eterna é a morte que nunca findará. É uma morte continua por toda eternidade futura. Mas, isso é assunto para outra postagem.

sábado, 10 de agosto de 2013

Cego ou Louco


 

Cego ou Louco

O ditado popular "de Médico e Louco todo mundo tem um pouco", tem até um fundo teológico, pois todos pecaram. Médico, também, pois todo ser humano gosta de dar dicas homeopáticas, como o chazinho da vovó. Certa vez, no programa do Jô Soares assisti o Juca de Oliveira dar uma receita para dores originadas nos ossos, minha esposa provou, e por incrível que pareça, deu um resultado excelente. Agora, se de louco todo mundo tem um pouco, então, a loucura não deve ser algo tão ruim assim. Pois, o mundo chegou até aqui, mesmo que nauseabundo e de forma estapafúrdia, esquisita.
Porém, a cegueira é pior do que a estultícia, pois o louco não é aquele que perde a razão, mas aquele que vê a realidade de forma diferenciada. O louco que diz ser Napoleão Bonaparte racionaliza muito bem, faz gestos, usa uniforme e mete a mão por dentro da farda junto ao peito, portanto, é condizente com o que acredita; assim como o sujeito que pensa ser um cavalo, comporta-se como cavalo, relincha tal qual, é capaz de trotear. Portanto, os malucos são até racionais dentro de seu pequeno universo. 
O cego é diferente, pois está em seu perfeito juízo, sabe até argumentar com certa facilidade e coerência, mas seu erro é gravíssimo, pois caminha sem saber para onde. Vai tateando em sua inutilidade teleguiada pelo poder do manipulador de cenas e opiniões. Porém, o cumulo da insanidade é o sujeito ser um cego muito louco, ou um louco muito cego. 
Segundo o ditado popular todos nós somos um pouco louco. Se assim é, então, temos que nos preocupar com nossos óculos, e saber utilizá-los de forma bifocal, e com as lentes sempre muito limpas. Alguns tem até o privilégio de utilizar um binóculo, e desta forma enxergam mais longe. Porém, muitos sem perceber ou por um pouco de alfafa, preferem o cabresto, devido à facilidade de se caminhar sem qualquer preocupação sabendo que há alguém que pensa por eles, e num leve toque nas correias ao ouvir um - Ôh,ôh,ôh,hhhh, ou fazer um biquinho puxando o ar para dentro, como que mandando-os seguir: Puchz!puchz! puchz! Caminham felizes rumo ao abismo que se aproxima. 
Isso me lembra aquela vara de porcos cujos demônios tomando ocasião entraram neles por permissão de Jesus, mas os porcos correram em direção ao precipício e lá despencaram para sua ruína total. Quem ali eram os loucos e quem eram os cegos. Os porcos não sabiam nada do que se passava, mas viviam na lama; os demônios sabiam o que acontecia e sabiam com quem estavam falando, mas faltou-lhes razão, pois entregaram-se à loucura. Os porcos nos escritos bíblicos simbolizam aqueles que conhecendo as coisas espirituais e vira-lhes as costas. Portanto, o porco chegou a enxergar, mas preferiu a sujeira ofuscante e limitante. Já o demônio é um maluco que almejou ser Napoleão, mas não passava de um Lanterninha numa espelunca pedindo misericórdia ao Senhor dos Céus e da Terra, que embora sendo misericordioso não falha em sua Justiça.
O próprio profeta Balaão (Núm.22.22-31) montado em seu jumento, não enxergava o anjo barrando seu caminho, mas o jumento além de o enxergar, chega ao cúmulo de falar com o profeta insano. Quem era o louco e quem era o cego? Neste caso o profeta tanto era louco com cego, até que o Senhor abriu seus olhos. Era louco, porque se propôs a trair seu próprio povo, mas ao mesmo tempo era um cego que sendo profeta desligou-se das coisas espirituais e ligou-se às materiais, pois amou o prêmio da injustiça que estava quase cometendo. Daqui, também, podemos extrair essa preciosidade de que algumas vezes os animais antecedem a visão humana, logo, a grande maioria dos humanos não enxerga absolutamente nada das coisas espirituais.
O apóstolo Paulo diz que se fez de louco para que, de alguma forma, alcançasse a salvação de alguns. Se fazer de louco, não necessariamente seja uma declaração de loucura, mas de sabedoria. Algumas vezes devemos agir assim para que o cego veja e o louco tenha algum juízo.
O cantor e compositor Moacyr Franco nos deixa perplexos diante de sua "Balada para um Louco" que louco de amor, louco não era.
Algumas vezes nestes versos de loucura vejo meia voz de Jesus a nos chamar: "Venha vamos voar".


http://www.youtube.com/watch?v=JFD1Z8yI9fo

Leia a letra é muito interessante, mas só pra loucos... - http://letras.mus.br/moacyr-franco/405858/


quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Novo Nascimento

Nascer da Água e do Espírito

O Evangelho de João em 3.5 na voz de Jesus, diz que aquele que não nascer da Água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus. A questão é o que significa esse Nascer da Água e do Espírito?
A resposta está no mesmo texto no *Vs.3 onde fica explicitado que Nascer do Espírito é o próprio Nascer de Novo, e o Nascer da Água também é esse Novo Nascimento. Portanto, o Novo Nascimento é o Nascer da Água e o Nascer do Espírito.

Nascer da Água
O Ser Humano Nascer da Carne, cabe ao Homem. O Nascer da Água, mais especificamente poderia significar o Nascimento neste mundo, outros dizem que é o Batismo nas Águas, outros que é uma Limpeza à semelhança de um banho, mas de forma espiritual. 
O mais importante é o que segue no Vs.6 esclarecendo de forma objetiva que esse Nascimento da Água refere-se à Carne. Mas, que carne é essa? Carne e Corpo são coisas diferentes ( gr. sarkos ou sarks= carne; e somatos ou soma=corpo), portanto, o texto em si não se refere ao corpo, mas à carne. Então, isto nos induz a crer que esse Nascimento da Água refere-se ao modo carnal de vida, ou seja, os Anjos não podem nascer da Água, apenas os Seres Humanos. Porém, isso deixa o texto um pouco confuso, pois Jesus, se quisesse dizer isso, não diria Novo Nascimento àquele que com Ele conversava. Só posso entender esse Nascer da Água como uma Limpeza, como uma Transformação Interior, porque a Água tudo limpa, é o fluido de limpeza universal. E sabemos que a carne está suja pela pecaminosidade humana. Esse Nascimento da Água é o passo que o Homem deve dar em direção a Deus. 
Todo Ser Humano nasceu para buscar a Verdade, e cabe aos cristãos apresentar-lhes a Verdade, Jesus.

Nascer do Espírito
O Ser Humano Nascer do Espírito, cabe a Deus. Foi providência de Deus a Salvação, por meio de Jesus Cristo. O Nascer do Espírito opera no Homem uma transformação interior, invisível, mas extremamente importante, pois sem essa transformação o Homem não alcança uma Vida Espiritual. Só o Ser Humano que Nasce do Espírito é Espírito Vs.6. Os Santos, em Cristo, são seres espirituais, e deveriam andar e viver na dimensão do Espírito. Assim como nos relacionamos com pessoas carnais, deveríamos nos relacionar com os Espirituais, ou seja, os Anjos (só por permissão de Deus), O Espírito Santo, com os Dons Espirituais que nos foi presenteado. Isso é o que Paulo nos leva a entender em Efésios 1.3, quando fala que nós fomos abençoados com todas as bençãos espirituais nas Regiões Celestiais.
Jesus, então, sabendo das dificuldades na compreensão de Nicodemos (e nossa) deixa claro sobre o que Ele está falando com suas palavras no Vs.12: "Se vos falei das coisas Terrestres, e não crestes, como crereis se vos falar das Celestiais?"

Agora, observe que em ambos os casos, o Nascer da Água e o Nascer do Espírito, são Terrenos e não Celestes, e isto fica evidente nesse Vs.12, pois Jesus expressa exatamente isto, dizendo que falou das coisas Terrestres e ele não creu, como, então, crerá se falar das Celestes.

A seguir, Vs.13, Jesus, demonstra sua Autoridade e Relação com o Mundo Espiritual quando afirma que ninguém subiu ao Céu, senão o que desceu do Céu, o Filho do Homem. Logo, as coisas do Céu só são acessíveis àquele que é filho de Deus, àquele que é Nascido de novo. O próprio apóstolo Paulo confirma esse apontamento de Jesus e dizem I Coríntios 2:14 Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. Portanto, só espirituais conseguem discernir o que é espiritual. Aqui está a grande dificuldade em se Evangelizar, pois, o evangelizando não consegue discernir aquilo que é espiritual, não consegue entender. Só com a atuação do Espírito Santo de Deus no entendimento do evangelizando, é que ele conseguirá despertar para as coisas do Espírito. Por esse motivo não adianta discutir ao tentar mostrar a Verdade do Evangelho a alguém. Provérbios 26:4 "Não respondas ao tolo segundo a sua estultícia, para que também te não faças semelhante a ele". O Tolo insiste em ser e continuar sendo tolo. Mas, isto não nos isenta de evangelizar, pois o Espírito Santo é quem fará a obra no interior do coração.

*Vs. significa: Versículo

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Historinha Evolucionista



Evolução

Cerca de 4,5 bilhões de anos existia uma vida simples, uma diminuta célula que se movia no pântano, durante muito e muito tempo (segundo os evolucionistas) o pequeno protozoário sobreviveu de forma simples e com muita dificuldade, pois não havia mais ninguém para se relacionar e brincar, e assim passou quase uma eternidade, porém vivo. Nada em sua insignificante vida o fez desaparecer.
Decorrido milhões de anos, o Proto, começou a sentir algumas protuberâncias saírem nas laterais de suas costas, e feliz deu a notícia a seus irmãos e pais. Sentia-se o máximo, pois era o único de sua espécie que tinha algo diferente. Todos se aglomeravam ao seu redor para ver suas anomalias.
Após, mais alguns milhões de anos, o pequeno Proto acordou antes de todos e observou que suas protuberâncias se transformaram em barbatanas! Oh! Que alegria! Rapidamente e sem nunca ter visto ninguém usá-las, ele já sabia o que fazer com as barbatanas.
Alegremente foi até seus pais e disse: "_ Ei, olhem! Tenho barbatanas e agora sou um peixe. Vejam posso nadar!
Com o passar do tempo encontrou uma namorada, sua idêntica. E passado mais alguns milhares de anos as águas fervilhavam de nadadores com barbatanas e seus ancestrais por não serem os mais hábeis não sobreviveram ou talvez tenham sido devorados por esses ingratos peixinhos carnívoros.
(As novas características adquiridas de algum modo, não científico, foram transmitidas geneticamente aos demais descendentes. Esse código genético sofreu mutação sem qualquer interferência externa, e interessante é que ainda sobreviveu às intempéries do planeta. Cientistas sérios têm observado que uma mutação genética provocada numa estrutura para torná-la mais complexa acaba por enfraquecê-la e destruí-la. O mutante é menos capaz de adaptar-se ao ambiente do que eram seus pais.)
Passa-se mais alguns milhões de anos e o nosso Proto percebe outras saliências crescendo debaixo de seu corpo, e novamente ele sabe, com precisão, qual é sua utilidade!
Ei! Pai, eu tenho pernas! Agora posso andar! Nadar tá por fora! E, tem mais, junto com as pernas nasceu algo dentro de mim que chama-se pulmão! Agora, também posso respirar, que é algo muito melhor do que ter água passando por minhas brânquias. Isso é coisa pra peixe, agora sou réptil, um lagarto saltador.
Assim, passam-se mais alguns milhões de anos e o Proto agora vê surgir mais calombos nas costas. Logo, percebe que são asas e tenta usá-las, mas não consegue. Porém, não desiste e passa milhares de anos tentando usá-las, até que de tanto batê-las, elas começam a esfiapar ao longo de suas pontas. Até que: Tcharam!
Papai, veja, agora eu tenho penas! Já posso voar! Não sei de onde eu tirei essa ideia de que eu poderia voar, pois nunca ninguém voou, mas o que importa? Importante é voar!
Finalmente, depois de um longo tempo e já cansado de tanto voar, nosso Proto, agora aterriza usando as pernas e sua cauda (lembra dela lá atrás?). Sua cauda de tanto ser usada agora começa a criar pelos e de fácil articulação, e assim, nosso Proto, se transforma em um lindo macaco. Depois ele perde esses pelos e perde também o rabo e se transforma num elegante homem!
Ei! Papai! Agora posso pensar, posso falar, posso assistir televisão! Posso até ler um livro! 
Não para aí não! Surgem agora os homens fracos e etnicamente desprovidos de uma inteligência superior. Que logo serão eliminados, e se não forem, devem ser menosprezados e até eliminados por serem de uma raça inferior.
A evolução continua, e os descendentes dos macacos, agora humanos, sentem-se superiores e querem formar uma raça de super-homens.
Eu sou de mais. Assim surgem os narcisos e os arianos. Começa, então, o genocídio dos evoluídos contra os seres inferiores.
A evolução continua e o doutrinamento evolucionista chega às universidades como a única resposta aos questionamentos humanos sobre nossa origem!
Importante também é ver a evolução do pensamento humano a partir de Darwin, pois o pensamento também sofreu processo evolutivo e o nosso Proto arregimentou pensadores com Hegel, Friedrich Engels, Shopenhauer, Karl Marx, Max Weber, Kant, David Hume, Antonio Gramsci, Theodor Adorno, etc.
O antropocentrismo é a evolução do deísmo!
Quem assim não vê torna-se um fundamentalista. Portanto, de uma raça em extinção! Involutiva!