quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Verdade Ontológica




A Verdade

A Verdade para mim é diferente da mesma Verdade para Deus.

A Verdade para mim - (Verdade Lógica)
É como ela se me apresenta. Por exemplo: "Um copo com água está sobre minha mesa" Essa é uma Verdade absoluta para mim. Mesmo que eu refute isso como apenas uma informação de meu cérebro, o copo com água está lá. Você pode questionar como é que eu sei que aquilo é um copo com água? Você pode perguntar se eu provei a suposta água do copo? Mas, nada disso importa, pois se o que está no copo é água, isso não vai mudar pelo fato de eu provar ou não a água. Ou seja, a água que está no copo continua sendo água, mesmo que ninguém a prove. Logo, aquilo que se apresenta a mim, causa em mim uma uma experiência que ficará em minha memória como conhecimento adquirido. Nesse caso a água do copo.
Resumindo: Minha mente deve aceitar a coisa como ela é. Eu sou sujeito à Verdade da coisa.

A Verdade para Deus - (Verdade Ontológica)
É como Deus quer que ela seja. Por exemplo: "Um copo com água está sobre minha mesa" Essa é uma Verdade absoluta para Deus também, mas com uma grande diferença. Se Deus quiser que seja um copo com vinho, esse copo com água deixará de ter água e será um copo com vinho. Ou seja o Objeto se amolda a Deus!

A coisa em si não muda por que eu quero, mas muda quando Deus quer. Por outro lado tendo o conhecimento necessário eu posso mudar algumas coisas, mas só naquilo que tenho acesso, como por exemplo posso mudar um tronco de árvore transformando-o em uma cadeira, mas para tal é necessário o conhecimento e as ferramentas adequadas, além de algumas horas de trabalho. Porém, não consigo transformar um copo com água em um copo com vinho, mesmo que eu faça o vinho não haverá transformação de água para vinho, mas somente substituição!

Deus não precisa de conhecimento e ao mesmo tempo tem todo o conhecimento. Logo, Deus não necessita da experiência para obter conhecimento, Ele já os tem em grau Absoluto.

Tudo o que existe no Mundo Físico foi idealizado por Deus, então é passível de ser conhecido pelos homens. Mas, não o é para Deus.

Deus tem Conhecimento Absoluto, daí sua Onisciência!

Os panteístas dizem que tudo é Deus. Como assim? Uma árvore é Deus? Um sapo é Deus? Que deus seria esse? Não! Deus é muito maior do que tudo o que foi criado. Ele não arrancou um pedaço de Sí para construir o Mundo Físico. Ele apenas ordenou e tudo passou a existir por sua Palavra de Ordem. Daí a importância do Logos Divino, do Verbo Divino.

Os filósofos modernos tentam continuar a loucura de matar Deus, mas como não conseguem, evidentemente, então, buscaram outra alternativa, matar o Verbo, vamos matar o Logos Divino, como fazê-lo? Por meio da Linguagem. A Filosofia da Linguagem é uma tentativa humana de se propalar e alongar o propiciatório do Cordeiro.

O Logos é morto, em seu lugar coloca-se o logos humano, ou seja, a palavra humana passa a ser criadora. Não se diz mais "cego", diz-se "deficiente visual"; não se diz "negro", diz-se "afro descendente"; não se diz mais "todos estão convidados", mas diz-se "todos estão convidados e todas convidadas"; não se diz mais "aborto", mas "gravidez interrompida"; etc.

Estupidez! A Serpente uma vez disse "Sereis como Deus". Todo empenho humano é exatamente este subir um degrau em sua divindade a qualquer custo.

Se sou deus, que deus mixuruca eu sou! Não tenho domínio nem sobre minha própria vida e morte! Nem sobre a minha estatura! Não tenho escolha de quem quero por pai terreno. Não posso transformar um copo com água em um copo com vinho! Não posso andar sobre as águas do mar! Não posso fazer um monte mudar de lugar! Mas, se eu tiver fé, que me liga àquele que tudo pode, então, posso todas as coisas nele, em Deus que é minha força, pois essa força em mim, eu não a tenho. Se eu tentar transportar um monte de lugar sem fé, vou precisar de muitos carrinhos de pedreiro para fazê-lo.

Na verdade ontológica é possível o ser humano atuar, mas unicamente pela fé, pois não é algo natural, mas sobrenatural!