sexta-feira, 28 de junho de 2013

A Distância






Filipenses 2.7 - Distância

Cristo Jesus, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana... 

Paulo ao escrever aos filipenses esta carta, estava numa prisão, mas o nível de sua inspiração é tão profundo que às vezes deixamos de observar detalhes. 

O detalhe que ressaltou aos meus olhos foi: "A si mesmo se esvaziou, , tornando-se em semelhança de homens"
Esse esvaziamento com a finalidade de ser semelhante aos homens me faz pensar silogisticamente:

1 - Jesus é Deus.
2 - Jesus se fez homem.
3 - Jesus se esvaziou com essa finalidade.

Logo, o homem, enquanto ser, está distante da divindade na mesma proporção do volume do esvaziamento de Jesus.
Portanto, estamos em um nível tal, que talvez não nos dê sequer a ideia do que venha a ser uma espiritualidade plena.


Mas, apesar disso somos chamados a essa plenitude:

II Pedro 1:4 "pelas quais ele nos tem dado grandíssimas e preciosas promessas, para que por elas fiqueis participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção, que, pela concupiscência, há no mundo"

Essa é a maior loucura humana, "o existir alienado de Deus"

O que restou de nossa alma grita, geme, roga um retorno ao lar celestial.
Ficar participante da NATUREZA DIVINA é o preenchimento desse vácuo, dessa lacuna que nos faz seres inquietos e inquietantes.


Em Cristo e suas promessas somos participes da Natureza Divina.
Vida eterna sem esse preenchimento na alma é simplesmente prolongar essa inquietação louca por toda a eternidade. Enchei-vos do Espírito!