terça-feira, 25 de junho de 2013

O Inferno Existe?





O ser humano é livre para tomar as mais variadas decisões, logo, o livre arbítrio existe e somos responsáveis por nossas atitudes e escolhas nesta vida.


Pois bem, podemos então chegar ao ponto de que o Inferno tem que existir, pois se não existir somos obrigados a ir para o Céu, e assim não haveria a possibilidade de escolha.


Supondo que o Inferno não exista, então, não nos resta outra opção a não ser ir para o Céu. Mas, também teríamos uma outra opção, não há pós-morte, tudo se acaba aqui mesmo, inclusive a esperança.


Partindo da pressuposição de que não há pós-morte, transcendência, então temos que assumir que a vida não faz o menor sentido. Tudo o que aqui passamos é mera consequência do meio em que vivemos, logo, caímos no gnosticismo e na teleologia, ou seja, comamos e bebamos por que amanhã morreremos. Há pessoas boas e pessoas más, porém, se não a pós-morte, então, só resta melhorar este mundo para as futuras gerações, mas como isso pode ser possível se as pessoas más lutam para implantar e manter a maldade? O Mal vive ondas de derrotas e vitórias e o mesmo acontece com o Bem. Portanto, filosoficamente, existe um equilíbrio e nunca haverá um vencedor nessa luta sem que haja pós-morte. A pergunta que sobra é: "Se não há pós-morte, então, que motivação tenho em fazer o bem?" Não importa o que eu faça, se bem ou mal, pois não restará nada de mim após minha morte. Essa é a proposta dos existencialistas, o herói que vai para a morte.
O que não faz sentido algum, caso não exista pós-morte. Resta apenas uma proposição boa e com sentido: O Mundo faz sentido. Existe um projeto divino para o ser humano.


Daí podemos chegar, então, a algumas conclusões que são:


1 - O Inferno existe
2 - Há livre arbítrio
3 - Somos responsáveis por nossas escolhas.
4 - Esse mundo Jaz no maligno. Pois tudo à nossa volta está morrendo de alguma forma.


O que ninguém pode negar é que o fim de tudo aqui neste planetinha é a Morte.


Mas, existe uma Esperança, só que essa esperança tem que ser transcendente, metafísica, e não filosófica, imanente e material, mas teológica, transcendente e espiritual.