sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Homicídio espiritual


É possível matar alguém espiritualmente?


Sim! É perfeitamente possível assassinar alguém no sentido espiritual.
Creio até que, hoje, em muitas igrejas, esse é o tipo de homicídio amplamente cometido por pessoas com boas intenções, mas extremamente competitivas.

Testemunho de um pastor, em uma rede social, dizia que enquanto uma pessoa caminhava rumo ao tanque de batismo, alguém disse: "Como pode isso se batizar?". Depois deste dia aquela pessoa nunca mais voltou à Igreja. Certamente a pessoa que fez esse comentário cometeu um homicídio espiritual.

Um outro caso foi de um pastor que ao saber a decisão de que um membro de sua Igreja estava deixando a denominação, procurou-o e disse-lhe: "Eu não abençoo sua saída, eu amaldiçoo sua saída". Isso foi com certeza uma tentativa de homicídio espiritual, pois a tal pessoa, por ser experiente e bem informada não deu importância ao pastor inútil, mas o abandonou com suas infidelidades tanto à Palavra de Deus quanto à sua própria esposa.

A Palavra de Deus, no Antigo Testamento, diz: "Não matarás". O Novo Testamento, em Jesus Cristo, deu a essa palavra novos contornos e, com certeza, de forma bem ampliada. Quando Jesus diz no texto do Evangelho de João 8 sobre a questão da mulher apanhada em adultério, e que por ser adultera, de acordo com a Lei, ela deveria ser apedrejada até a morte, a reação de Jesus foi em prol da vida, pois todos os acusadores eram de igual modo pecadores, tanto quanto ela. Aqueles homens queriam não apenas matá-la, mas matá-la diante de uma autoridade espiritual, pois à seu ver (deles) Jesus era um Rabino e estava diante do Templo. Veja as implicações espirituais desse ato, na realidade haveria ali um duplo homicídio o físico e o espiritual. Mas, Jesus além de preservar sua vida, perdoou seu pecado e recomendou que ela não pecasse mais, e ainda por cima mostrou que os acusadores eram tão pecadores quanto ela.

 I Jo.5.11,12 - E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em seu Filho. Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida.

João está nos ensinando que, ter O Filho de Deus, é ter a Vida Eterna. Logo, aquele que não tem o Filho não tem a Vida! Assim, se alguém for responsável por tirar Jesus, o Filho, da vida de uma pessoa, está matando essa pessoa. Existem muitas formas de assassinar alguém espiritualmente, uma delas é o falso testemunho; outra é o ensino que afasta a pessoa da Verdade, de Jesus; uma outra forma de homicídio espiritual é seduzir alguém sexualmente, financeiramente ou psicologicamente, conduzindo-o a uma rebeldia contra Cristo, ainda que sem consciência do fato; de igual modo posso matar alguém espiritualmente conduzindo-o à heresias.

Falsos pastores e falsos profetas são assassinos em potencial de almas famintas, pois o que oferecem aos seus ouvintes? Hoje vemos inúmeros líderes que se dizem cristãos, mas não trabalham na causa do Evangelho de Cristo mas apenas para si mesmos. São medrosos, pois receiam perder a "boquinha", são profissionais fracassados que não conseguirão ganhar o mesmo no mercado de trabalho. Submetem-se à um líder superior por medo e não por compreensão, respeito e amor.

Possivelmente muitos irmãos em Cristo já mataram algumas pessoas por pura ignorância, desafeto e ganância, mas precisamos ter em mente que não somos chamados a seguir homens, mas sim Cristo Jesus e seu ensinamentos.

Além das causas internas de morte espiritual, ainda existem os assassinos externos e podem ser classificados em graus de periculosidade. Hoje o mais perigoso de todos é sem dúvida Richard Dawkins por sua impetuosidade e influência. Evidente que estamos falando de assassinos espirituais!

Um ditado antigo dizia: " Cuidado ao DIRIGIR, não beba, não mate e não morra".