Os cinco sentidos e a fé

"Nada há na inteligência que, antes, não tenha estado nos sentidos". John Locke 

Será que Locke tem razão no que disse?
O que nos faz perceber o mundo ao nosso redor? Com certeza os nossos cinco sentidos: o tato, o olfato, o paladar, a audição e a visão. Kant diz que há mais do que isso, isto é, há aquilo que é inato ao ser humano, ou seja, aquilo que já nasce em nós, como a consciência divina. Depois de dizer que não existe nada fora do empírico, do experimentável, do provável, então, sem saber o que fazer com Deus, pois Ele não é empiricamente provado, não se pode fazer uma experiência de laboratório e dizer "achei Deus", então, a razão pura é essa convicção interior dessa existência.

Uma criança ao nascer já vem com alguns conhecimentos prévios? Os ateus dizem que os bebês já nascem ateus e depois é que são doutrinados a crer em Deus. Mas, será mesmo que é assim?
Não creio e a Bíblia não ensina isso. Na Bíblia é dito que os desígnios de Deus para alguns profetas já estavam delineados desde o ventre materno, portanto, antes de nascer Deus escolhera estes bebês informes para uma tarefa específica neste mundo. Será que Isaías ao ser escolhido por Deus desde o ventre materno poderia não ser profeta? Isso é o mesmo que perguntar: Será que Jesus poderia não ser o Cristo? Por que Jesus foi tentado? Poderia Ele ter caído? Será que um dia saberemos a resposta a essas questões?

Seja como for não creio no determinismo, mas em alguns pontos na vida humana que realmente teremos que passar, como o dia de nosso nascimento  nossa morte, nossas grandes perdas, nossos maiores dissabores. Veja bem, se Deus determinou o nascimento e a morte de todas as pessoas nesse mundo, pois a Bíblia diz que nossos dias estão contados, então, há momentos de grandes perdas em nossas vidas já determinados por Deus. Por exemplo: minha irmã faleceu em 1994 e isso já estava escrito, então, essa foi uma perda minha já pré-definida antes mesmo do fato acontecer. Agora fazer disso uma teologia determinista para todos os nossos atos é delirar, com certeza.

Todo o conhecimento que adquirimos em nossas vidas passam de alguma forma por nossos cinco sentidos. Então, o empírico, o pragmático, o experiencial  é de fato o que podemos conhecer? Nesse caso, como fica Deus? Os homens buscam a razão para encontrar Deus, buscam experiências misticas para se aproximar dele, fazem jejuns e orações clamorosas e alguns chegam a se ferir com chicotadas para agradar-lhe, mas nada conseguem.

A Bíblia diz que não é assim que os homens devem se aproximar de Deus, Hb.11.06 - " ...aquele que se aproxima de Deus tem que crer que Ele existe... e que sem fé é impossível agradar-lhe".

Aproximar-se de Deus sem crer é perda de tempo, e o único modo de agradar a Deus é tendo fé. Portanto, buscar a Deus para adquirir benefícios, bençãos, e dinheiro é insanidade.
Aproximar-se de Deus é só o primeiro passo e isso exige dois requisitos que são a FÉ e Crer em sua existência. Depois é necessário Nascer de Novo, e isso só é possível crendo na Providência divina da salvação, ou seja, é preciso crer em Jesus, na sua Obra e na sua Ressurreição. Aí sim você pode se dizer um cristão, mas ainda não basta é preciso buscar o conhecimento e continuar a conhecer a Deus e manter-se fiel a Ele.

Alma e Espírito

Alma e Espírito

A Alma - (reflexão sobre o texto: Terra, Água, Ar e Fogo de 25/Jun/13)

Se os elementos que compõem tudo nesta terra tendem a voltar para seu lugar próprio, então, como fica a Alma nessa abordagem?

"A Alma, que elemento é esse? A que pertence? Para onde voltará?
A Alma é imaterial, mas completamente consciente mesmo após a morte física.
Se a Alma é imaterial, então, qual é o seu lugar "natural"?

Aqui os caminhos se abrem em dois segundo a teologia:

1 - Sem separar-se do espírito humano voltará juntamente com o espírito para junto do Pai.
2 - Separando-se do espírito humano, pelo juízo da Palavra (Hb.4.12), irá para algum lugar que não é junto de Deus, pois deu prioridade à viver uma vida sem Deus.

Seguindo a Lógica, podemos ver analogamente essa divisão de dois caminhos na Descrição feita por Jesus sobre Lázaro e o Rico em Lucas 16.19-31.
1 - O Rico - teve uma vida terrena voltada somente para si. No seu próprio dizer podemos ver que sua preocupação era apenas consigo, pois queria ser refrescado; ao ver que já não dava mais ordens, conformou-se; volta-se, então para sua família e principalmente seus irmãos. Tudo sem sucesso. Podemos ainda observar que seu ímpeto de rico, mesmo na miséria atual não diminuiu, pois o tempo todo pede a Abraão que MANDE Lázaro fazer isto e aquilo, ou seja, mesmo depois de morto e em sofrimento não perdeu sua arrogância de querer mandar nos semelhantes.
2 - Lázaro - teve uma vida terrena de misérias e fracassos, mas agora era assistido por anjos do Senhor e estava em refrigério junto ao peito de Abraão.

Lázaro não foi ao Paraíso por ter sido um pobre e miserável, mas pelo coração que possuía. Nem, tão pouco, o Rico foi para o Lugar de sofrimento por ser rico, mas devido ao coração que possuía.

A pregação do Evangelho é tremendamente importante e necessária, pois as pessoas pensam que estão aqui só por estar, que caíram de paraquedas por aqui. E tudo o que importa é a satisfação de sua miserável Alma. Mas, a Bíblia diz que uma Alma vale mais do que tudo que existe nesta terra. (Mt.16.26) Se eu ganhar o mundo inteiro e perder minha alma, terei perdido tudo! Logo, a Alma tem mais valor do que o Mundo Inteiro.

Mas, o que é a Alma? A Alma é tudo o que nós somos, tudo o que aprendemos nesta vida, tudo o que experienciamos, tudo o que sonhamos, enfim, somos nós, porém sem o corpo material. Alguns preferem chamar de Mente, não como o substrato do couro cabeludo, o cérebro, mas como algo vivo e totalmente escrito, como um caderno de fim de curso, repleto de escritas, experiências e rabiscos. Quando sonhamos que estamos queimando a mão, e sentimos a dor da queimadura, então acordamos assustados, pois é, isso é a Alma. Mesmo sonhando, podemos sentir a dor ao ser queimado. Mas como isso é possível se nosso corpo estava ali, imóvel sobre a cama? A Alma sente tudo, aprende tudo, vive tudo e nunca mais morrerá, ou seja ela é imortal, pois um dia passou a existir e não deixará de existir nunca mais. Isto a diferencia do espírito que sempre existiu e sempre existirá, logo, é eterno.

A Figueira




Lamento de uma Figueira

O Evangelho de Marcos, retrata uma história, a princípio, estranha que é a maldição da figueira por Jesus Cristo. Estranha a princípio, pois nos parece algo injusto o que Jesus fez, amaldiçoando aquela bela figueira, sendo que nem mesmo era tempo de figos. Porém, não é esse o detalhe que deve nos ater, mas o que Jesus quer nos ensinar com esse fato.

A figueira, era uma árvore muito comum na região da Palestina, e só apresenta suas folhas depois de ter seus frutos, portanto, se tem folhas, possivelmente ainda deve ter algum figo. Mas, para a decepção de Jesus, ali não havia fruto algum para servir ao criador de tudo o que há no mundo, inclusive da figueira.

O que aquela figueira estava oferecendo a Jesus? Folhas! O que representa a folha da figueira? Cobertura de pecado! Adão e Eva ao pecarem no jardim do Éden usaram as folhas da figueira para cobrir seus pecados. Podemos, então, deduzir que o que a figueira tinha a oferecer a Jesus era apenas um cobertura de pecado, e não algo para saciar sua fome. Agora podemos ver quem ofendeu a quem! Não foi Jesus que ofendeu a figueira, mas a figueira ofendeu seu criador, pois como bem sabemos Jesus nunca pecou.

Será, então, que foi essa a lição do Mestre? Não, de forma alguma, pois uma figueira não tem cognoscibilidade, mas seus discípulos sim.

A grande lição é que Jesus veio até a Figueira e a Figueira não o recepcionou! Sendo a Figueira o símbolo de Israel, Jesus aproveita a oportunidade para mostrar o estado espiritual da nação Judaica, somente folhas, sem nenhum fruto, apenas aparência, são os sepulcros caiados com beleza exterior, mas abriga em si os mortos. A Vida, Jesus, está diante deles, mas eles não tem nada a oferecer ao Criador.

"Nunca mais coma alguém fruto de ti, e os discípulos ouviram isto" Vs.14a - O que isto significa? Que Israel, depois de Jesus, nunca mais teria alimento espiritual para oferecer a quem quer que seja, e assim é até os dias de hoje.

"Os discípulos ouviram isto" Vs.14b - Hoje estamos vivendo um retorno ao judaísmo por discípulos que não ouvem Seu Senhor. Pastores usando kipá, usando vestes sacerdotais, candelabros, usando imitações da Arca da Aliança, rituais judeus nos cultos, só falta os sacrifícios no Altar (nem isso falta, pois pedem sacrifícios ao povo o tempo todo). Esses discípulos estão ouvindo Seu Mestre? Muitos, não estão ouvindo! Alguns até apresentam belas vestes, como a figueira, mas sem conteúdo. Sobem ao Púlpito, mas só oferecem ao Senhor folhas, o povo não aguenta mais comer folhas. Pior ainda é quando surge um enviado de Deus para servir não só figos, mas muitos tipos de frutos em Nome do Mestre, a inveja se estabelece, a bandeja é derrubada e os frutos do Espírito desperdiçados.

Por fim, Jesus, fala da fé e do perdão Vs.20-26. Os discípulos ouviram o Senhor, e o que mais importa aos discípulos é saber que por intermédio da fé pode-se até mandar um monte erguer-se e lançar-se ao mar (Vs.23). Mas, do que Jesus está falando aqui? O que isto tem a ver com a Figueira? Tem muito, pois Jesus olhava para o Monte onde o Templo de Israel estava fundado, e semelhantemente à Figueira, o Templo alude ao povo que o rejeitaria. O Monte do Templo e o próprio Templo aqui se refere ao Judaísmo e toda sua religiosidade, suas aparências de piedosos, mas tendo no coração rebelde.

Lançar-se ao mar - Jesus quis referir-se ao fim daquele Templo que não ficaria pedra sobre pedra, e só o que sobrou foi um muro, o qual é um tipo de ídolo para os judeus até hoje. O Templo foi totalmente destruído em 70 d.C.

Sobra a questão do Perdão. Aos discípulos, a lição de que devemos sempre perdoar. Aos judeus, a lição de que um Dia o Senhor voltará a tratar com eles, e, portanto, dar-lhes-ão o perdão, pois cumpriram o propósito divino de trazer o Messias ao Mundo, e por isso pagam um alto preço até os dias atuais. Podemos ver isto no ódio estampado nos inimigos de Israel, e que agora se volta também contra os Cristãos.

A Figueira está em lamentos por mais de dois mil anos, pois secou, não deu frutos, e parece que ficou esquecida à beira do Caminho. Porém, o que nunca deve ser esquecido é que a Figueira deu o Maior de todos os frutos à humanidade: Jesus! E por isso ainda serão honrados!

A Caverna de Platão


Conhecimento amedronta!?

O mito da caverna é bem popular, mas será que é realmente compreendido?
A mensagem que esse mito nos revela é algo muito interessante quando analisamos os fatos concretos do que ali se passa.

Aqueles que se encontram dentro da caverna sabem somente aquilo que lhes é revelado por meio das sombras refletidas naquelas paredes. Portanto, o mundo ou a cosmovisão deles se alicerça nos paradigmas, nos pensamentos, no conhecimento que possuem por meio de revelações sombrias e induzidas.

Quando um dos seus convivas escapa da caverna escura e lancetada por fleches de um conhecimento restrito e sai dali estupefato pela luz que parece cegar-lhe e como alguém que se encanta com tudo o que vê ao seu redor com cores vivas e com informações que jamais sonharia existir enquanto permanecesse dentro daquela caverna, ele absorve até o cantar do galo longínquo.

Mas, tal conhecimento é por demais maravilhoso que ele sente a necessidade voltar e resgatar seus amigos e conduzi-los ao nível que agora alcançou.

Porém, qual é sua decepção ao constatar que o medo os aprisiona, que a ignorância os encarcera, que as trevas os mantém cativos.
Parece que somos assim meio que cavernosos em nossos limites de conhecimento, e pouco nos esforçamos para sair da caverna que nos acolhe, dos limites impostos pelas tradições, pelos laços de miséria que nos aprisionam, pela limitante material da Matrix em nosso mundo quase perfeito mas sem um pequeno facho de luz de uma dimensão melhor e totalmente disponível aos que escapam da caverna ou da cidade Matrix.

A ignorância limita o conhecimento que mantém a ignorância limitando o conhecimento e coloca paredes refletivas de uma realidade confusa e sem perspectiva alguma de uma transcendência.

Deus nos chama ao conhecimento e alerta que seu povo é destruído por deficiência de entendimento, de sabedoria e conhecimento. Como Deus fez com Elias ele quer que saiamos da caverna, pois o medo não nos pode reter. Para onde vou ao sair da caverna? Não importa, o que importa é dar um passo depois do outro e buscar enquanto se pode achar. I Reis 19.1-9

Há um que o retém





Caos!
Estamos não como os que sonham, mas como os que tem pesadelos, pois o mundo está ruindo em pecados e os mais duros ataques são feitos ao Criador e ao Cristianismo. Duns Escoto, Guilherme de Ockam, John Locke, Hume, Immanuel Kant, Hegel, Charles Darwin, Karl Marx, Heidegger, Bultimann, Moltimann, Bart Ehrman, e outros, têm levantado dúvidas sobre o Teísmo e principalmente sobre o Cristianismo e a Bíblia.
Subtraíram o Criacionismo das escolas, também querem tirar "Deus seja louvado" do dinheiro, querem aprovar o aborto, e também uma forma de pedofilia, querem normalizar a zoofilia, globalizar o sistema político mundial, destruir a família, acabar com a pureza, atacam o cristianismo, a moral, criam a verdade relativa, criam mentiras, os corruptos se multiplicam, envenenam o ar e o entulham de ondas eletromagnéticas de toda espécie. A natureza geme, as crianças são vilipendiadas e massacradas, e o cristianismo falsificado e reduzido a uma mera religião. Além disso tudo, ainda existe a perseguição e o ódio crescente à Israel e a qualquer aliado a eles.
A pergunta é: Qual é o único opositor a tudo isso?
O Espírito Santo que atua nos Filhos de Deus, portanto, a Igreja.
Retire a Igreja deste mundo e o que restará? Restará um caminho aberto à total desgraça humana. Demônios dominando cada espaço desta Terra e cada vida humana. O avanço do Mal sem restrições. II Tes.2.7

Visualizar essa situação trágica em que o Mundo ficará sem a presença do Espírito Santo, e, portanto, sem a Igreja é algo aterrorizante.
A disputa por esta Terra sempre foi acirrada desde a época de Jó, pois Satanás quer a todo custo ser o senhor desta Terra, porém nunca conseguiu, pois sempre houve e sempre haverá um remanescente fiel. A resposta de Satanás à pergunta de Deus sobre de onde ele viera, foi: "de rodear a Terra". Observaste que há um homem justo e temente a Deus: Jó? A Terra não é sua Satanás!
Com a retirada da Igreja, Satanás, pensará que obteve a vitória finalmente, mas ele esquece-se de Israel! Talvez, até não tenha esquecido de Israel, e por isso sempre tentou destrui-lo por completo. Como nunca conseguiu tal feito fará um pacto com Israel, mas apenas para enganá-lo. 
Então, depois de estabelecido seu império terreno partirá para a destruição completa de Israel, e quando Israel estiver cercado, quase destruído, então, Jesus descerá do Céu com Grande Poder e Glória, tendo sua Esposa ao Seu lado, e assim com o sopro de Sua Boca derrotará totalmente o Anticristo!
Fique atento e busque de toda forma manter-se cheio do Espírito Santo, pois esse é o nosso passaporte para o Lar Celestial. Quero ver cada um de vocês meus amigos e irmãos lá na Glória! Não haverá mais lágrimas, nem morte e nem dor! O Reino de Cristo será, então, estabelecido nesta terra. Satanás, preso. O Anticristo e o Falso Profeta no Gehena. Portanto, toda a Terra será do Senhor Jesus e sua Esposa. Mas, como Jesus não é o usurpador, entregará finalmente o Reino ao Pai.

Deus, o Bem e o Mal




Deus é o Bem ou criou o Bem?

A) Se Deus É o Bem
Logo, ele não criou nem o bem e nem o mal!
O Mal é a ausência do Bem, logo a ausência de Deus causa o mal!
Sendo a ausência do Bem, ou afastamento de Deus a causa do pecado, logo o homem é o responsável direto pelo pecado e por sua desgraça!
Sendo o homem o responsável pelo pecado, Deus é justo por permitir que ele sofra suas consequências!

B) Se Deus Criou o Bem
Logo, implicitamente ele criou o mal!
Se Deus "criou" o mal ele é o responsável pelo pecado e a desgraça humana!
Se Deus é o responsável pelo pecado, logo ele não é justo por nos permitir sofrer por um erro dele!

Então, Deus é o Bem ou Deus criou o Bem?

Existe um "desconexão" entre os dois pensamentos A e B, conforme o quadro de oposições para declarações contrafactuais, bem como uma falácia em uma das premissas no silogismo proposto, pois se Deus é Bem absoluto, segue-se que Ele não pode ao mesmo tempo ter o Mal em si. Isso é uma questão de lógica.

O Quadro de oposições contrafactuais: Deus sendo todo benevolente, não pode ter alguma malevolência (Aristóteles), isso é uma contradição.
Deus não criou o Bem! Ele é o Bem em Grau Absoluto. Logo, Deus não criou o Mal, mas o mal é o resultado das escolhas humanas equivocadas e do afastamento deliberado do Bem Absoluto.

A Ética tem a preocupação de estudar e estabelecer o que é certo e o que é errado, independentemente de critérios religiosos (No mundo todo sabe-se que é errado matar uma pessoa, independentemente de sua religião). Já a Moral tem sua fundamentação nas escolhas humanas numa perspectiva mais divina, pois sendo Deus o Bem absoluto, logo, devo praticar esse bem. Moral é o entendimento da maioria para se estabelecer Leis. Nem tudo que é Moral é Ético, ou vice-versa. Por exemplo, a escravidão pode ser Moral, porém, não é Ético; a religião já aceitou a escravidão, mas isto não fez dela algo certo. O homossexualismo aos olhos da Ética é algo certo, mas a Moral se contrapõe a isto. A Ética não se preocupa se me afasto do Bem absoluto que é Deus, por outro lado a Moral me coloca no dilema de obedecer a Deus e seus ensinamentos ou se me afasto dele e faço aquilo que me dá prazer, conforto e glória.

 A questão é que cada erro (certo e errado) que cometemos nos afastamos do Bem Absoluto, e isto acaba levando a humanidade direto para o abismo, porém, Deus amou o Mundo (pessoas) de tal maneira que enviou seu Filho para consertar esse caminho errado, mesmo sabendo que o matariam. Ele resolveu vir a este mundo.

Quando pensamos na Cruz, entendemos errado algumas coisas. A dor e a morte física de Jesus naquela Cruz não foi o pior que Jesus sofreu, pois o maior dos sofrimentos de Jesus foi Ele nunca ter cometido pecado algum, mas ter que se fazer pecador por amor às pessoas com inclinação ao erro constantemente. Imagina alguém sem pecado receber sobre Si o pecado de estupradores, assassinos, corruptos, ingratos, prostitutas, gays, etc. Para nós isto é fácil, pois somos pecadores, mas para Jesus isto foi o maior dos sacrifícios. Jesus tinha uma alma pura, limpa, e receber os pecados de toda humanidade sobre si, é algo inimaginável!
Não se esqueça que "O salário do pecado é a morte" Rm.6.23 - Jesus nunca pecou, logo, nunca poderia morrer! O único modo de Jesus morrer era assumindo os pecados alheios, e isto Ele fez por toda humanidade.

Mesmo assim, os seres humanos não o recebem, não o reconhecem, não o entendem!

O Mal Absoluto


O Mal existe em Grau absoluto?

O mal em si mesmo não existe. O mal é a ausência do bem.

Caso o mal existisse em si mesmo, então, o mal faria parte de Deus, mas isso é impossível, pois se fosse possível ele não seria Deus, pois Deus é Perfeito e não existe graus de perfeição em Deus. Deus é plenamente Perfeito e Bom.
Jesus falou bom só um que é o Pai.

Aristóteles chegou a essa brilhante conclusão sozinho e sem as Escrituras, tão somente por sua racionalidade excepcional.


Os graus de perfeição de Platão dão uma resposta bela e singela sobre esse assunto.
Veja: João é mais bondoso do que o Zé, logo, existe a bondade, o Zé e o João. Mas, o interessante é que o Grau de bondade de João é maior do que o do Zé.


Daqui tiramos que os seres humanos recebem GRAUS de qualidades como a Bondade, a Beleza, a Inteligência, etc.
Mas, só um Ser pleno dessas qualidades poderia doar qualidades, porém, jamais em graus absolutos, pois em grau absoluto só Deus os têm.


O mal absoluto não existe, pois Deus não o poderia criar, pois Ele não tem em si essa desqualificação em grau absoluto ou mesmo em pequeno grau.


Logo, podemos concluir que Deus não criou o mal, mas o bem sim. Então, de onde vem o mal? O mal vem do "não-bem", ou seja, os seres humanos deixaram Deus que é o Bem absoluto, então estão em processo de distanciamento do bem, isto demonstra que o mal é a ausência do bem! Assim como as Trevas é ausência da Luz.


Existe treva absoluta? Não, pois não se pode banir Deus de qualquer lugar que seja. O homem esconde-se nas sombras, e não vem para a luz, para que suas obras não sejam reveladas. Trevas com trevas anulam-se e escondem-se. Luz com luz somam-se e revelam tudo ao seu redor.
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Dialogo com um amigo sobre o tema acima:
Marasco - Se tudo está em Deus (o que excluiria a existência do mal que Nele não poderia estar), a simples ausência do bem não poderia insinuar uma  intenção má por parte de Deus, já que Ele estaria permitindo, com a ausência do bem, a manifestação do mal (não como ente substantivo, mas como qualificativo de uma ação)? Talvez fosse melhor entender que colocar qualificativos humanos em Deus seja inapropriado.

Ademir - O antropomorfismo é a tentativa de se colocar características humanas em Deus. A coisa não é tão simples assim. Deus é o Bem em Grau absoluto, e Nele não há se quer sombra de variação alguma.
O que ocorre é que houve da parte de Deus uma Vontade de Criar. O início de sua Criação não ocorreu no Universo Material, ma
s em uma outra dimensão só conhecida por nós por meio da Revelação Divina que é a dimensão Espiritual.
Suponha que você fosse deus e sua vontade fosse criar um mundo espiritual, que mundo espiritual você criaria? Com criaturas Livres ou com Criaturas Escravizadas, "Marionetadas", e portanto sem liberdade alguma?
O Caráter de Deus não permite a Ele criar algo que responda a Ele como um Robô ou Fantoche!
O Grande Risco de Formar Criaturas Livres é que devido à essa liberdade, essas criaturas queiram agir de forma contrária à orientação do Seu Criador. Foi exatamente o que ocorreu.
A mais bela das criaturas de Deus, o Querubim Ungido, usando essa liberdade resolveu viver seu próprio projeto de existência, abandonando o projeto divino.
Evidentemente que Deus sabia desse fato e risco, mas o fez.
Os qualificativos humanos são doses homeopáticas das qualidades absolutas do próprio Deus. (princípio de Platão)
De onde você tira qualidades?
O princípio de Mudanças de Aristóteles e racionalmente nosso também, diz só no mundo material é que pode ocorrer mudanças: Uma árvore tem potencial para mudar e virar uma folha de papel. O papel não nasce pronto, mas tem potencial para existir. A árvore em Ato pode fornecer o necessário para a criação do papel que existe em Potência.
Tudo no mundo ou é Ato ou é Potência. E todas as milhares de mudanças que fazemos neste mundo, ganhando dinheiro ou não, são mudanças de Ato para Potência. A Criação do Universo foi a Primeira e Maior Mudança realizada das milhares e milhares que viriam depois.
Não existe mudança sem um causador dessa mudança! Deus tem que ser Ato Puro, ou seja, aquele que possui todas as possibilidades em si mesmo.
Ato é aquilo que eu possuo em mim mesmo ou em meu poder para realizar mudanças. Uma geladeira branca só será azul se alguém que possui a tinta azul quiser mudá-la. Logo, a geladeira em Ato é Branca, mas em Potência é Azul.
Uma Qualidade, por exemplo a Bondade, só pode advir de alguém que a possua em Grau mais elevado do que um assassino, p.e. Mas, aqui estamos falando de atos de bondade.
A bondade só pode vir de um Ser que a tenha em grau absoluto, esse ser é Deus.
Uma criatura poderia receber bondade em grau absoluto? Não, pois em grau absoluto só Deus o pode ter. Se Deus criasse alguém com grau absoluto de bondade, esse alguém passaria a ser Deus também.


Marasco Interessante o que você coloca, mas como hipótese apenas, entre várias outras semelhantes em muito ou em nada, pois não temos como saber o que é Deus e muito menos como age.

Ademir Podemos dizer que nós possuímos Qualidades divinas e não Deus possui qualidades humanas! Inverter isto seria uma diarreia encefálica, pois isto faria de nós deuses e de Deus um mero humano! Seria uma troca de papéis, que é exatamente a proposta do Existencialismo. Porém, com um sumiço da Divindade, como diz Jean Paul Sartre: "Se Deus existisse o homem não era nada, mas se o homem existe, então, Deus é um Mito".

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